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 A história desta história 

 

Uma notícia que me chocou demais no ano de 2007 ocupou por vários dias as manchetes das revistas e dos jornais. Um jovem sul-coreano de 23 anos, Cho Seung-Hui, invadiu o campus da Universidade de Tecnologia da Virginia, nos Estados Unidos, onde estudava, armado com uma pistola, e matou 32 pessoas, entre alunos e funcionários. Em seguida, matou-se. Uma das vítimas foi um professor romeno de 76 anos, que sobrevivera aos campos de concentração nazista e lecionava na universidade americana.

"Que motivo teria o rapaz para cometer esse ato insano?”, perguntavam-se todos. A resposta veio com as investigações: filho de imigrantes, donos de uma tinturaria, tímido e envergonhado, Cho tinha sido maltratado pelos colegas durante toda sua vida escolar. Caçoavam dele porque falava inglês com sotaque, tinha olhos puxados e vivia pelos cantos. Num vídeo encontrado após o massacre, ele justificava: “Vocês me encurralaram, não me deram outra opção”. 

Esse é um exemplo extremo das conseqüências que pode ter o bullying – a popular zoada, que inclui desde apelidos maldosos, caçoadas e ameaças até agressões físicas e morais, intimidações e perseguições. Quando a zoada é feita pela internet, é chamada de cyberbullying. Descobertos os culpados – o que é possível, embora não seja fácil --, eles poderão ir para a cadeia. Já existem no Brasil delegacias especializadas e penas específicas para cybercrimes. 

Em Clique para zoar, escolhi tratar do tema por meio de uma história ficcional, porém entremeada por acontecimentos reais, desses que ouvimos no noticiário da tevê todos os dias. 

Faço duas perguntas ao leitor: 1. Para que serve a internet? 2. Como você se sentiria se estivesse na pele de Valentina?

 

 

 

 

 


 

DZ3.

© Todos os direitos Reservados. Isabel Vieira.2008