A história desta história
Tive uma casa em Ilhabela, no litoral norte paulista, onde eu passava férias com minhas crianças pequenas. Convivi com vizinhos caiçaras, ouvi histórias e lendas da região. Elas sempre me apaixonaram e inspiraram matérias que fiz para diferentes publicações (leia Memória de Búzios e Os mistérios de Ilhabela).
Ilhabela me traz à memória pessoas queridas. A vovó Maria Luíza, que em 1940 ia para lá de canoa, quando ainda não havia balsa ligando a Ilha ao continente. A avó paterna das minhas filhas, dona Stella, que pesquisou a flora e a história da Ilha e publicou Memória da Mata de Ilhabela – Um Estudo de Biogeografia Histórica. A Elisângela, “filha caiçara”, que cresceu com minhas meninas e continua vivendo em Ilhabela, com o marido e os dois filhos.
Eu queria colocar tudo isso numa história, mas não sabia como. A idéia surgiu de um telefonema que recebi de um leitor, anos atrás. Eu havia escrito para Quatro Rodas e para Ícaro reportagens sobre um homem que passou trinta anos em busca do tesouro do Sombrio, um costão isolado e selvagem a leste de Ilhabela. O garoto encontrou a revista, já velha, na sala de espera do dentista, e ficou tão empolgado que me propôs ir com ele procurar o tesouro.
Era o que faltava para começar a minha história...
Posso garantir que os marcos nas pedras existem. O fotógrafo Hiroto Yoshioka, meu amigo, registrou-os com sua câmera. As ilustrações do livro foram feitas com base nas fotografias que ele tirou. O resto fica por conta da imaginação dos leitores...
DZ3.
© Todos os direitos Reservados. Isabel Vieira.2008