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Depois da tempestade


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A história desta história

 

Leia parte da entrevista publicada no final de Depois da Tempestade.

 

Como surgiu a idéia de escrever sobre a globalização?
De uma experiência vivida pela minha filha Clara, no início de 1999. Ela trabalhou duro e juntou dinheiro para viajar. Quando já tinha o suficiente, o dólar dobrou de valor e sua poupança minguou. Decidi fazer uma história que ajudasse os jovens a entender como a economia globalizada afeta as pessoas, em todos os cantos da Terra.


O livro contém muitas informações. Você pesquisou o assunto?
Sim, sempre faço isso. Antes de escrever, leio, estudo, entrevisto pessoas. Neste caso, quem me ajudou bastante foi seu Zé de Souza, um velho militante sindical que inspirou o personagem Vô Benito. Infelizmente, seu Zé faleceu sem ver o livro pronto.


O que você pretendia ao escrever esta história?
Vivemos numa época de transformações no mundo do trabalho e entender o que acontece é básico para poder optar. Os jovens estão angustiados com o futuro. Que profissão escolher? Como atender às exigências, enfrentar a competição? Eu quis refletir sobre essa realidade que, embora difícil, não vejo com pessimismo. Mudanças sempre aconteceram na história da humanidade, e creio que quem gosta do que faz acaba encontrando seu lugar.


Ana Laura vive uma experiência marcante. Como você a definiria?
Ana Laura vive uma imensa frustração, mas, em vez de sucumbir, cresce e amadurece. Acho que esse é o segredo das pessoas bem-sucedidas, inclusive em outras áreas além da profissional: a capacidade de ser maleável, encontrar saídas para as crises e seguir em frente. Como diz o ditado popular: “O que não mata nos torna mais fortes”.

A família tem um papel forte e decisivo na história. Por quê?
Dou grande valor aos laços afetivos, à solidariedade familiar. Acho que a família é nossa sustentação. No livro Conta com a gente, mostro que uma família não se define pelos laços de sangue, mas pelos de afeto. É você poder ouvir e dizer: “Conta comigo”. Foi como agiu Ana Laura. Pessoas que se gostam ajudam-se umas às outras.

 

 


 

DZ3.

© Todos os direitos Reservados. Isabel Vieira.2008